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Livro "Violência" de Rodolfo Teófilo

  • Foto do escritor: Charles Ribeiro Pinheiro
    Charles Ribeiro Pinheiro
  • 29 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

Rodolfo Teófilo foi um grande opositor do Governo Accioly (1896-1912) e por conta de sua luta política, sofreu muitas perseguições, sendo uma das mais arbitrárias a sua demissão do Liceu do Ceará. Desde o início do século XX, o Presidente do Estado e seus asseclas perseguem Teófilo devido a sua companha de vacinação contra varíola, em contraposição do descaso do governo estadual em relação à peste.

Rodolfo Teófilo atuou desde 1889, na Escola Normal como professor de ciências naturais. Em 1890, passa a integrar o corpo docente do Liceu, nas disciplinas de Mineralogia, Geografia e Meteorologia. Em 1905, o Presidente do Estado, Nogueira Accioly, decreta a extinção da cadeira de mineralogia e designa Teófilo para a de Lógica. Como se negou a assumir a disciplina, foi demitido de seu cargo vitalício. Indignado contra o que considerou um ato de "violência" pelo seu desafeto político, começa a publicar no "Jornal do Ceará", a partir de 1905, uma série de artigos contra a falsa reforma. Ainda em 1905, reúne os artigos e lança o livro "Violência".

Eis alguns trechos do livro:

"O meu crime vem da publicação a meu livro Secas do Ceará em que tratando das administrações que tem tido o estado durante as secas, tive o atrevimento de criticar, com muita benevolência, é verdade, a passada administração do atual presidente do estado. [...] Violar a lei para tomar uma vindicta não é só um crime, é uma iniquidade! [...]Foi por ter tido a coragem de dizer, essa verdade suprema, que fui condenado a perder a cadeira de professor do Liceu do Ceará. Não hesitou o sr. presidente do estado em cometer o grande atentado contra a lei demitindo um funcionário vitalício. Esqueceu-se de que a violência é a norma de conduta dos governos fracos. [...] O sr. presidente do estado com seu ato arbitrário não atentou somente contra meu direito, mas contra os direitos de todos os cearense" (TEÓFILO, 1905. p. 55-67).


A edição fac-similar da foto foi publicada em 2005 pela Coleção do Museu do Ceará, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, com prefácio da historiadora Adelaide Gonçalves.

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