top of page

Resultados de busca

152 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Resenha: “Ensino de português: do preconceito linguístico à pesquisa da língua” (2000) de Marcos Bag

    (Resenha escrita em 2004 acerca de artigo publicado em 2000) Charles Ribeiro Pinheiro Há tempos, o ensino de língua portuguesa no Brasil apresenta problemas e contradições. Além do ainda e alarmante fato da maioria da população brasileira ter acesso a uma educação de qualidade, existe uma grande divergência entre a compreensão da linguagem oral e da norma culta, padrão escrito da língua. No Boletim Abralin Nº 25, existe um artigo intitulado "Ensino de português: do preconceito linguístico à pesquisa da língua" que traz algumas propostas para mudar o antigo tratamento que era dado à língua vernácula. O texto foi escrito por Marcos Bagno, renomado escritor, linguista, tradutor, doutor em Filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, professor de Linguística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília. O artigo inicia-se com uma análise de um trecho dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) que aborda do preconceito linguístico. O autor realiza uma severa crítica ao preconceito linguístico, que é utilizado como uma justificativa para excluir pessoas de menor poder econômico dos direitos e bens sociais. Marcos Bagno demonstra a sua indignação contra as classes dominantes, que acreditam que são detentores de uma língua mais correta, culta. O preconceito linguístico no Brasil é bastante peculiar, devido à duas direções: de dentro da elite para fora, contra os menos desfavorecidos, portadores de variedades não padrão; e o de dentro da elite ao redor de si mesma, devido à crença de que os brasileiros não falam corretamente o português. Essa intolerância contra a própria língua é explicada pelo autor através de um estudo do contexto histórico brasileiro. Ora, as mudanças de regime político (da Monarquia para a República) aconteceram sem a participação popular e favoreceram somente as classes dominantes. E continuou assim em muitos processos de mudança histórica. Essa pesada herança colonial tornou atroz a diferença entre os ricos e pobres, evidenciando seus efeitos sobre a língua que falamos. No decorrer do artigo, o autor mostra um resultado de uma pesquisa efetuada com pessoas de nível superior nas capitais brasileiras, tornando evidente que esses indivíduos não usam, efetivamente, a norma padrão que tanto pregam em todas as situações de comunicação no cotidiano. Portanto, Marcos Bagno conclui que o ensino tradicional do português é contraditório, pois é defendida uma norma padrão que se espelha no que é falado e escrito em Portugal, enquanto a população brasileira, tanto rica e pobre, comunica-se através de um português que se utiliza de formas não padrão e intuitivas. O texto finaliza-se com uma série de sugestões para os professores de língua portuguesa. São propostas que tendem a valorizar as variedades não padrão do português brasileiro e estudá-la em sala de aula, incentivar as atividades de pesquisas e desconstruir a ideologia linguística preconceituosa e conservadora que vigora até hoje em nosso país. O que falta no artigo é um número maior de resultados da pesquisa citada sobre o uso efetivo da língua para sedimentar mais os argumentos do autor. Apesar do caráter militante e contrário à hegemonia da norma padrão, que possa favorecer uma possível 'coloquialização' da língua, o autor não impõe nenhuma mudança radical. Marcos Bagno propõe sugestões aos linguistas, professores de língua e educadores, que embora pareçam utópicas, podem ser realizadas aos poucos e têm validades plausíveis. O artigo é um ótimo instrumento de reflexão que nos leva a repensar os nossos conceitos sobre o ensino de língua portuguesa no Brasil. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BAGNO, Marcos: Ensino de português: do preconceito linguístico à pesquisa da língua. In: ABRALIN: Boletim da Associação Brasileira de linguística/Associação Brasileira de linguística. N° 25. Fortaleza: Editora UFC, 2000. ________. O preconceito linguístico. São Paulo: Editora Loyola, 1999. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, 1998.

  • Os gigantes Moais - Os habitantes do umbigo do mundo

    Os gigantes de pedra, conhecidos como moais, são os moradores mais célebres e misteriosos do lugar mais distante do planeta, a Ilha de Páscoa (no meio do oceano pacífico, a 4.100 km do Taiti e a 3.700 km da costa do Chile). São mais de mil estátuas espalhadas pela praia da ilha. Elas foram construídas há mais de mil anos pelos primeiros habitantes da ilha, navegadores de origem polinésia. Esses colonos polinésios instalaram-se na ilha denominando-a de Rapa Nui (ilha grande) ou Te Pito o Te Henua ("o umbigo do mundo"). O nome moderno da ilha foi dado pelo navegador holandês Jacob Roggeveen, por tê-la descoberto, em um Domingo de Páscoa, em 5 de abril de 1722. A pergunta é: como essas magníficas estátuas foram construídas, visto que, aparentemente, seus construtores não possuíam um sofisticado sistema de engenharia e arquitetura para esculpi-las e deslocá-las com extremo cuidado? Os moais foram esculpidas a partir de pedras vulcânicas e representam, de maneira estilizada, um torso humano masculino de orelhas grandes e sem pernas. As suas dimensões são variáveis medindo entre 4,5 a 6 metros de altura e podendo pesar de 1 a 27 toneladas. São centenas de homens gigantescos que lançam o olhar impassível para a superfície da Ilha de Páscoa, observando os horizontes. Eles são uma forma de homenagear os líderes mortos e isso explica a razão de quase todos estão de costas para o mar, vigiando a ilha, onde ficavam as aldeias. Os nativos contam que essa formação é uma maneira dos moais protegerem Rapa Nui. Segundo o povo Rapa Nui, cada tribo possuía seus moais e acreditavam que de seus olhos emanavam energia para o seu povo.

  • Oficina: As polêmicas literárias da Padaria Espiritual

    V FESTIVAL UFC DE CULTURA 15 a 19 de outubro de 2012 "Pão, Modernismo e outras revoluções na arte brasileira" https://www.festivalufcdecultura.ufc.br/ Oficina: As polêmicas literárias da Padaria Espiritual Quando: 18 de outubro, das 09h às 12h Onde: Museu de Arte da UFC (Av. da Universidade, 2854 - Benfica). Ministrante: Prof. Me. Charles Ribeiro Pinheiro RESUMO-OBJETIVOS-METODOLOGIA A presente oficina investiga as polêmicas da Padaria Espiritual (1892-1898), no âmbito do contexto literário regional e nacional, enfatizando o escritor Adolfo Caminha e seus embates com a agremiação, através da leitura do seu livro de crítica Cartas Literárias e dos números do periódico O pão. Essa oficina pretende discutir alguns pontos referentes à história da Padaria Espiritual. Apesar de reunir uma geração destacada de artistas, escritores e intelectuais do Ceará do final do século XIX, não formava um grupo inteiramente harmônico, esteticamente e ideologicamente. Para esse estudo, apoiamo-nos no conceito de contexto desenvolvido por Dominique Maingueneau, em O contexto da obra literária e com o levantamento da construção do discurso crítico dos intelectuais da geração realista brasileira, por Roberto Ventura, em Estilo tropical: história cultural e polêmicas literárias no Brasil. Pautados nessas ideias, realizamos um sucinto mapeamento da vida intelectual e literária da Padaria Espiritual. Priorizamos em nossa apresentação as polêmicas de Adolfo Caminha com Antonio Sales e Rodolfo Teófilo, além dos seus ataques à referida agremiação. Também abordaremos a recepção do programa de instalação e do periódico O Pão em outros centros culturais do Brasil, afora a expulsão dos padeiros Temístocles Machado, Tibúrcio de Freitas e Álvaro Martins do grêmio, motivando a criação do Centro Literário. Portanto, entendemos que a literatura é um espaço de lutas, onde os escritores disputavam e tentavam se inserir de modo problemático na Tradição literária. Este trabalho é um segmento da pesquisa de mestrado "Rodolpho Theophilo: a construção de um romancista". Para esse projeto, fez-se necessário uma análise do contexto de Rodolfo Teófilo, pois entendemos que o escritor desenvolveu uma relação dinâmica e complexa com as condições históricas, políticas e culturais que interferiram direta e indiretamente na produção de sua obra literária.

  • Por que estudar a obra literária de Rodolfo Teófilo na Pós-graduação?

    Por Charles Ribeiro Pinheiro [01] Baiano por acidente e cearense de coração, farmacêutico e literato, Rodolfo Teófilo (1853-1932) foi uma figura de intensa atuação política e cultural, durante a passagem do século XIX ao XX no Ceará. Quando afirmamos atuação política, não significa a participação explícita em grupos políticos, pois Rodolfo possuía verdadeira aversão à "politicagem." Apesar de possuir uma visão negativa da política, naquela época, ser um intelectual significava assumir uma posição firme dentro da sociedade. Suas obras científicas e historiográficas constituem documentos de grande valor. No entanto, a sua obra literária não despertou interesse em um número tão grande de pesquisadores. Exceto A fome (1890), romance de estreia, outras obras de Rodolfo Teófilo não receberam novas edições contemporâneas, tornando-se, as primeiras edições, verdadeiras raridades. As linguagens documentais e cientificistas que percorrem os seus livros afastam pesquisadores que estejam mais interessados em questões estéticas. No campo literário, a importância de Rodolfo Teófilo está em seu aguçado regionalismo. Nenhum outro artista local pintou de maneira tão lúcida e engajada a alma, os costumes e as condições de vida do povo cearense. Rodolfo Teófilo não poderia escrever seus livros de outra maneira, porque no cientificismo estava o seu estilo. Intelectual engajado, foi um ferrenho opositor da oligarquia Accioly (1896-1912); além de denunciar o descaso do governo em relação às secas, participou ativamente da campanha abolicionista (1881-1883) e, contrariando os seus opositores, conseguiu erradicar a varíola do estado do Ceará (1900-1907). Uma das mais famosas polêmicas, no século XIX, no campo literário cearense, em relação à concepção de "verdade" deu-se com a publicação do romance A fome, do escritor Rodolfo Teófilo. Surgiu na Revista Moderna (1891), periódico publicado em Fortaleza, um artigo de cunho impressionista que realizava um ataque violento ao romance de estreia de Teófilo. Esta passagem, sem dúvida, deixou o autor d'O paroara cozinhando os nervos: "... enquanto o Sr. Teófilo, que é nortista, que sempre residiu em sua terra, que assistiu de vista todas aquelas cenas canibalescas e incríveis de miséria e fome, não conseguiu dar senão páginas sem estilo, sem arte, sem verdade às vezes..."[2] Anos depois, Rodolfo Teófilo descobriu a autoria da crítica: Adolfo Caminha (1867-1897). A resenha intitulada "A fome" e mais outros artigos foram publicados no seu único livro de crítica, Cartas Literárias (1895). Além de acusar Rodolfo Teófilo de pintar cenas sem verdade, afirma que o tema nas mãos de José de Alencar (1829- 1877) ou Aluísio de Azevedo (1857-1913) teria mais estilo, grandeza e veracidade. Como nos assinala o pesquisador Sânzio de Azevedo, em sua obra Dez ensaios de Literatura cearense [3], Adolfo Caminha cometeu um equívoco ao comparar Teófilo a Alencar. Alencar é um autor de escritura poética e pintor de paisagens belíssimas. Era um autor romântico e não tinha pretensão alguma de ser fiel à verdade. Rodolfo Teófilo respondeu a altura em três artigos no jornal O Pão, que anos mais tarde, com algumas alterações, seriam publicados no livro Os meus zoilos (1924). No artigo d'O pão nº 26, de 15 de Outubro de 1895, revela o escritor: de todas as injustiças que o Sr. Caminha fez A Fome, a que mais me doeu foi a falta de verdade nas cenas que descrevo. Tenho a consciência do contrário; percorri abarracamentos, ouvi com grande atenção e piedade as narrativas dos infelizes famintos e assim julguei ter fotografado no meu livro não todos os episódios dessa angustiosa época, porém os que julguei mais extraordinários sob o ponto de vista das misérias humanas.[4] Percebemos que para Rodolfo Teófilo a maior heresia de que ele podia ser acusado era a de faltar com a verdade. Deste pequeno trecho, podemos tirar duas reflexões: a primeira é a utilização da metáfora "fotografar", no sentido de precisão e fidelidade, que o autor tinha ao descrever a realidade daquele contexto de miséria. A segunda é a missão que Rodolfo Teófilo tomou para si. Colocou-se como um sujeito combativo, percorrendo as regiões assoladas pela peste e pela fome, com o propósito de testemunhar a verdade daquela assombrosa situação. Não só descrever, mas denunciar. Essa aspiração pela verdade não é um fruto que nasceu do espírito cientificista da metade do século XIX. Vem bem antes. Nos livros didáticos de História, vemos que o início da era moderna dá-se com a tomada de Constantinopla pelos turcos no ano de 1453, evento que proporcionou as Grandes Navegações. Mas, ao ponto de vista científico e filosófico, a era moderna teve como vanguardista o pensador francês René Descartes (1596 -1650), defensor do racionalismo. A era moderna teve a Belle époque como o período de maior confiança na razão e o Positivismo de Auguste Comte foi a profissão de fé dos indivíduos letrados das grandes cidades europeias e europeizadas. É através desse caminho que retornamos a Adolfo Caminha e Rodolfo Teófilo. Naquele contexto, percebemos quão ofensivo era receber a alcunha de mentiroso ou charlatão. A verdade é um artigo de honra. Ela era obtida através da reflexão racional e da observação da realidade, buscando as causas dos fatos. Existe uma verdade na vida e outra verdade na arte. Nesse período histórico houve o imbricamento das duas. Rodolfo Teófilo era um intelectual engajado que tentou representar fidedignamente os problemas sociais de sua época em suas obras literárias. É impossível negar que Rodolfo Teófilo é herdeiro do racionalismo moderno, que culminou na crença na filosofia positivista. Notas e Referências Bibliográficas [1] Mestre e Doutor em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (2019), com financiamento da CAPES. [2] CAMINHA, Adolfo. Cartas literárias. Fortaleza Edições UFC, 1999.p.114.[3] AZEVEDO, Sânzio de. "Rodolfo Teófilo por amor à verdade". In: Dez ensaios de literatura cearense. Fortaleza Edições UFC, 1985. [3] AZEVEDO, Sânzio de. "Rodolfo Teófilo por amor à verdade". In: Dez ensaios de literatura cearense. Fortaleza Edições UFC, 1985. [4] TEÒFILO, Rodolfo. O Pão Nº 26, 15 de Outubro de 1895. p. 4.

  • A língua – uma ferramenta criativa

    No dia a dia, nós entramos em contato com os nossos familiares, com os vizinhos, com os amigos, com os colegas da escola, enfim com as pessoas em geral. A ferramenta que a gente usa para expressar os nossos sentimentos e ideias chama-se língua. No Brasil, falamos a língua portuguesa. Ela é uma herança cultural que recebemos de Portugal. A língua portuguesa é falada em todo o país, de norte a sul, de leste a oeste. Desde cedo, percebemos que existem duas línguas: a língua falada e a língua escrita. A gente aprende língua falada quando criança, com a convivência com os nossos pais e outras pessoas. Enquanto bebês, nós pronunciamos alguns sons. A partir de um a dois anos, falamos as nossas primeiras palavras e frases. À medida que crescemos, aprendemos mais e mais palavras e, como tagarelas, falamos sem parar. A língua falada é usada por todas as pessoas, mesmo as pessoas que não sabem ler e escrever. A outra língua é a escrita que a gente aprende na escola. Nós estudamos o alfabeto, aprendendo a reconhecer as letras. Depois nos combinamos as letras e formamos palavras. Os nossos primeiros textos nascem da combinação criativa das palavras. A língua portuguesa é o nosso mais belo e importante instrumento de comunicação. Através dela podemos falar, contar piadas, jogar conversa fora, cantar escrever ou ler livros, ler histórias em quadrinhos, reclamar, rezar, brincar de caça-palavras e de trava-línguas, brincar de língua secreta e de faz de conta, ler as propagandas e muito mais. É por meio da língua (falada ou escrita) que aprendemos coisas novas ao conversar e trocar ideias com diversas pessoas na nossa comunidade. A língua portuguesa permite a gente conhecer o mundo. Charles Ribeiro Pinheiro *Sugestão de texto para explicar a ideia de Língua Portuguesa para as crianças do Ensino Fundamental:

  • Dia Internacional do Livro Infantil

    O Conselho Internacional sobre Literatura para jovens (IBBY), desde 1967, em homenagem ao aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, em 2 de abril, celebra o Dia Internacional do Livro Infantil (ICBD), com o intuito de inspirar o amor pela leitura e para chamar a atenção para os livros infantis. O aniversariante de hoje, Hans Christian Andersen (1805-1875), foi mestre do conto de fadas, publicados em livros que alcançaram renome mundial. Ele também é autor de peças teatrais, romances, poemas, livros de viagem e autobiografia, embora muitas dessas obras sejam quase desconhecidas fora da Dinamarca. Contudo, seus contos de fadas são sua grande contribuição para a literatura mundial. Autor de contos clássicos como "A Pequena Sereia" e "O Patinho Feio", outros contos tais como "A nova roupa do imperador" e a "Pequena vendedora de fósforos", dotados de uma profunda e simbólica crítica social. Suas histórias, contendo verdades atemporais sobre a condição humana, continuam sendo lidas, reeditadas a adaptadas em variadas mídias, demonstrando assim, a universalidade de sua escrita, repleta de sensibilidade, de esperança e de compaixão. Qual o papel da literatura na formação da criança? Segundo Ana Maria Machado – “Ela permite sonhar, enfrentar medos, vencer angústias, desenvolver a imaginação, viver outras vidas, conhecer outras civilizações. Além disso, nos dá acesso a uma parte da herança cultural da humanidade afinal, temos direito a conhecer Dom Quixote, algumas histórias da Bíblia, o Cavalo de Tróia...” "O melhor estímulo para a leitura é a curiosidade. Ela é despertada quando alguém nos fala com entusiasmo de um livro que está lendo ou leu, ou quando sabemos da existência de uma obra cujo autor já admiramos ou que, de alguma forma, relacionamos a outra leitura. [...] “Acima de tudo, a literatura infantil é para diversão. É uma aventura em um mundo novo e inexplorado, uma jornada em um mundo que está escondido daqueles que não estão expostos ao mundo em que você entra (e se torna parte) durante a leitura ”.

  • Rodolfo Teófilo - Os meus zoilos

    O livro Os meus Zoilos, de 1924, única obra de crítica e de polêmica de Rodolfo Teófilo, foi o meu objeto de pesquisa da tese Rodolfo Teófilo Polemista: A Crítica Polêmica Como Estratégia De Glorificação Literária. Em diversas revistas e periódicos, Rodolfo Teófilo polemizou contra Adolfo Caminha, José Veríssimo, Rodrigues de Carvalho, Gomes de Matos, Osório Duque Estrada e Meton de Alencar, textos posteriormente reunidos no presente livro. O livro de polêmica nasce, pois, segundo o autor: “nas horas vagas escrevo sonetos e contos e por desfastio às vezes aponto as parvoíces literárias de romancistas pulhas” (1924, p. 74). O termo ‘zoilo’, bastante usado em Portugal, refere-se a pessoas que praticam e fazem juízos amargos e depreciativos acerca da obra literária de um escritor. Mas qual a origem do termo? Zoilo (Zoilus, Ζωΐλος; 400-320 a.C.) foi um gramático, filosofo sofista grego, da cidade de Anfípolis, (atualmente na Macedônia). Foi o primeiro crítico conhecido de Homero, em que tentava desqualificar seus poemas Ilíada e Odisseia. Por sua truculência, foi alcunhado de “Homeromastix” – o chicoteador de Homero. Com o passar do tempo, a reputação dele fora colocada em descrédito e, por metonímia, o passou a ser usado para designar um crítico rancoroso e maligno. Rodolfo Teófilo utiliza o termo zoilo para se referir aos seus detratores e críticos de sua produção literária.

  • A raposa e as uvas

    A raposa e as uvas Uma raposa estava com muita fome e viu um cacho repleto de uvas numa rama. Quis pegá-lo, mas não conseguiu. Ao afastar, disse para si mesma: "Estão verdes". O homem que culpa as circunstâncias fracassa e não vê que o incapaz é ele mesmo.

bottom of page