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- Poemas sobre a cidade de Fortaleza
Mário Linhares - 'Fortaleza' Depois de tantos anos de saudade Eu vim rever a minha Fortaleza Que, em sua natural simplicidade, Tem a fascinação de uma princesa. O mar aos pés da lírica cidade Canta um hino vibrante de beleza! No céu azul a luz do céu invade, Num banho de ouro, toda a natureza. O cortejo sereno das jangadas Enche de festa a praia de Iracema, Ao fulgor tropical das alvoradas. Terra da Luz, tens o condão divino Que faz da Dor teu imortal poema, Para glória maior do teu destino! Paula Ney - Soneto dedicado à FORTALEZA, Ceará, Brasil Ao longe, em brancas praias embalada Pelas ondas azuis dos verdes mares, A Fortaleza, a loura desposada Do sol, dormita à sombra dos palmares. Loura de sol e branca de luares, Como uma hóstia de luz cristalizada, Entre verbenas e jardins pousada Na brancura de místicos altares. Lá canta em cada ramo um passarinho, Há pipilos de amor em cada ninho, Na solidão dos verdes matagais... É minha terra! A terra de Iracema, O decantado e esplêndido poema De alegria e beleza universais! Edigar de Alencar - Cidade-Sol Cidade pequena, lavada de sol, de ruas que não têm fim, alinhadas como os versos de um soneto. Para tua iluminação diurna devem trabalhar todas as usinas do universo. Fortaleza, espelho fiel de nossa gente: esbanjas tanta luz durante o dia que à noite ficas no escuro... Poemas publicados na antologia organizada pelo poeta Artur Eduardo Benevides, Cancioneiro da Cidade de Fortaleza (1956), editada pelo Grupo Clã.
- Alfredo Bosi - A poesia tem mais de um horizonte
A poesia tem mais de um horizonte [...] é o caminho mais feliz da poesia, não só para quem a produz — o artista que conhece aquele momento de iluminação — como sobretudo para os seus leitores. Um adolescente numa crise existencial de repente abre um livro de poemas da Cecília Meireles e sente que há coisas belas na existência. Ou então abre um Carlos Drummond de Andrade e tem contato com uma concepção mais irônica ou crítica, ou mesmo de grande resistência moral. [...] Quando escrevi O ser e o tempo da poesia (1977), destinei um capítulo inteiro ao conceito de poesia resistência e verifiquei que há mais de uma forma de resistência. A forma mais evidente é a poesia de crítica social, de ataque, de sátira. Mas não é a única. Às vezes o poeta entra muito dentro de si mesmo e sua forte carga subjetiva involuntariamente se opõe àquilo que é a prosa do mundo, a prosa ideológica. Não que ele faça uma proposta formal de ataque à sociedade, mas a sua linguagem é tão estranha e tão diferenciada em relação àquilo que é a linguagem ideologizada, ou a do senso comum, que ela se transforma em resistência.” Fonte: Entrevista com Alfredo Bosi – “Poesia como resistência à ideologia dominante”, Revista ADUSP, dez. 2015.
- Milan Kundera
Hoje faleceu o escritor tcheco Milan Kundera aos 92 anos. Ele é reconhecido por suas contribuições à literatura moderna e é considerado um dos escritores mais importantes do século XX. Kundera estudou literatura e estética na Universidade Charles, em Praga, onde também se envolveu em atividades literárias e políticas. Durante uma década de 1950, ele publicou vários poemas e ensaios, mas foi em 1967, com a publicação de seu primeiro romance, "A Brincadeira", que ganhou reconhecimento internacional. No entanto, foi com o lançamento de sua obra-prima, "A Insustentável Leveza do Ser", em 1984, que Kundera alcançou um sucesso extraordinário. O romance, ambientado na época da Primavera de Praga, em 1968 e nas décadas seguintes, aborda temas como amor, liberdade, identidade e condição humana. "A Insustentável Leveza do Ser" tornou-se um clássico moderno, traduzido para várias línguas e amplamente aclamado pela crítica e pelo público. "0 desejo de ordem é o pretexto virtuoso pelo qual o ódio do homem pelo homem justifica seus crimes..."
- 60 anos de X-men
60 anos de X-men, um dos quadrinhos de super-heróis mais influentes da história. A primeira revista em quadrinhos da equipe foi publicada em 2 de julho de 1963, pela editora Marvel Comics. Criados por Stan Lee e Jack Kirby, os X-Men se destacaram por apresentar um grupo de mutantes com poderes extraordinários que lutavam pela coexistência entre humanos e mutantes. A equipe trouxe uma abordagem mais realista e uma temática socialmente relevante para as histórias em quadrinhos, abordando questões como distinção, preconceito e exclusão. Por meio de seus personagens mutantes, os X-men serviram como uma metáfora para várias minorias e grupos marginalizados na sociedade, levando a uma representação mais inclusiva nos quadrinhos. Os X-Men também foram pioneiros em termos de diversidade. A equipe original incluía personagens de diferentes origens étnicas e culturais, o que era raro na época. Ao longo dos anos, novos mutantes foram apresentados, ampliando ainda mais a representação de diferentes grupos sociais. Essa diversidade permitia que artistas e leitores se identificassem com personagens que representavam suas próprias experiências e lutas, tornando os X-Men um fenômeno cultural e uma inspiração para muitos. A importância dos X-men para os artistas e leitores é imensa. Eles trouxeram uma abordagem política e social, diversidade e complexidade narrativa para os quadrinhos. Os X-men representaram muitos temas sociais, refletindo questões de preconceito e discriminação, enquanto inspiravam e entretinham leitores de todas as idades.
- 115 anos nascimento Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa, escritor brasileiro nascido em Cordisburgo, Minas Gerais, em 27/06/1908, é reconhecido por sua notável contribuição para a literatura. Sua obra-prima, "Grande Sertão: Veredas", publicada em 1956, representa um marco na literatura brasileira e internacional. Seu uso inventivo da linguagem e seu original estilo de escrita desafiam as fronteiras entre a oralidade e a escrita, construindo textos que apresentam um estilo narrativo complexo, com muitos jogos de palavras, repletos de neologismos, metáforas, expressões populares e uma musicalidade peculiar e que representam a riqueza linguística e a diversidade cultural do sertão brasileiro. Em "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa mergulhou o leitor em um universo ficcional do sertão mineiro, explorando temas como amor, violência, poder, destino e busca pela própria identidade. Através da voz de seu protagonista, Riobaldo, um jagunço que narra suas experiências e conflitos existenciais, o autor retrata de forma profunda e complexa a condição humana e as contradições da vida. Ao explorar a psicologia de seus personagens e suas reflexões sobre a existência, Guimarães Rosa transcende o contexto regional e universaliza os dilemas humanos. Sua capacidade de criar personagens memoráveis e complexos, que enfrentam questões filosóficas e morais, torna sua obra profundamente envolvente e emocionalmente impactante. A importância literária se estende além de "Grande Sertão: Veredas", pois os livros de contos, como "Sagarana" (1946) e "Primeiras Estórias" (1962), também são consideradas obras-primas da literatura universal, que continuam a cativar leitores e influenciar escritores até os dias de hoje. Sua escrita singular influenciou gerações de escritores brasileiros e estrangeiros, que encontraram em sua obra uma fonte de inspiração para explorar novas possibilidades estéticas e linguísticas. Guimarães Rosa é um dos maiores escritores da literatura brasileira que retratou o sertão de maneira inventiva, explorando as complexidades da condição humana e estabelecendo um diálogo entre a tradição oral e a escrita. Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa… O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra." Grande Sertão: veredas.
- Italo Calvino - A multiplicidade
A literatura só pode viver se se propõe a objetivos desmesurados, até mesmo para além de suas possibilidades de realização. "Ao quanto basta para demonstrar como em nossa época a literatura se vem impregnando dessa antiga ambição de representar a multiplicidade das relações, em ato e potencialidade. A excessiva ambição de propósitos pode ser reprovada em muitos campos da atividade humana, mas não na literatura. A literatura só pode viver se se propõe a objetivos desmesurados, até mesmo para além de suas possibilidades de realização. Só se poetas e escritores se lançarem a empresas que ninguém mais ousaria imaginar é que a literatura continuará a ter uma função. No momento em que a ciência desconfia das explicações gerais e das soluções que não sejam setoriais e especialísticas, o grande desafio para a literatura é o de saber tecer em conjunto os diversos saberes e os diversos códigos numa visão pluralística e multifacetada do mundo." — Italo Calvino, "multiplicidade" - Seis propostas para o próximo milênio.
- Filgueiras Lima - Função social e política das Academias
Trecho do discurso pronunciado pelo educador e poeta cearense Filgueiras Lima, na Academia Cearense de Letras, publicado na Revista da Instituição em 1953. “Quem poderia hoje, nestes tempos pragmáticos e rudes, refugir aos imperativos econômicos e políticos do mundo e do século, para galgar os últimos degraus da torre da ilusão literária e, só na sua cidadela, como um trapista no seu mosteiro inacessível, enquanto as vagas humanas ululam e refervem derredor da frágil fortaleza de marfim, quem poderia, como ele, permanentemente lançar um olhar ansioso para as estrelas e para o infinito? Quem poderia viver só de letras e belas letras, nesta era de tretas e feias tretas?” LIMA, Filgueiras, Função Social e Política das Academias. In: Revista da Academia Cearense de Letras, Fortaleza: ACL, 1953. https://academiacearensedeletras.org.br/revista/revistas/1953/ACL_1953_20_Funcao_social_Filgueiras_Lima.pdf
- Farias Brito - Academia de Letras ou de Tretas?
Polêmica de Candidatura do filósofo Farias Brito na Academia Brasileira de Letra. Com o falecimento de Sílvio Romero, em 18 de junho de 1914, a cadeira número 17 da ABL ficou vaga. Farias Brito se candidata, mas é derrotado por Osório Duque Estrada. Na década de 1910, Farias Brito tinha a intenção de publicar uma revista, fato que só o fez, em novembro de 1916, após a sua derrota na eleição para a ABL. Com o título de O panfleto, escreveu um radical desabafo contra a mediocridade e falta de ética de seu contexto literário e político. O panfleto caiu como uma bomba no Rio de Janeiro e a recepção foi devastadoramente negativa. Além dos jornalistas, a sua pena afiada se dirige aos Homens de Letras e à ABL, num insulto tão devastador para tirar toda a aura de sacralidade que tenta arvorar para si. Homens de letras – eis uma raça que, entre nós, prolifera de uma maneira espantosa. Literatos temos de todo o tamanho e de todos os feitios. Alguns há que se apresentam sob a forma de urso; outros, de cobras, répteis ou víboras danadas. Alguns fazem a figura do jaboti; outros, a do cágado; e ainda outros, a da lesma ou do porco. A Academia Brasileira, por exemplo, não sei bem se de letras ou de tretas, dá bem, disto, uma prova colossal e magnífica. Um de seus membros já chamou aquilo de curral. Curral, que certamente, não deve ser de bestas, nem de vacas, mas onde o ilustre acadêmico (Carlos de Laet, e este é ilustre de verdade, e um dos mais ilustres) desejava ver o efeito que havia de produzir a entrada de um touro bravo (Emílio de Menezes). E melhor se poderia chamar a Academia, para falar em linguagem menos zoológica, alojamento de pedantes e nulos que, nada valendo, imaginam poder valer alguma coisa através daquela ficção já desfeita e completamente desmoralizada, de parte alguns homens de valor, poetas, tenho o mais vivo prazer em dizê-lo de alto merecimento e brilhantes escritores e também sábios e políticos que ali ainda existem, mas que, sem dúvida, já se devem sentir enojados daquela corja (BRITO, 1916, p. 29). *Pintura por Otacílio de Azevedo.
- A identidade cultural na pós-modernidade - Stuart Hall,
"A identidade cultural na pós-modernidade", do pensador jamaicano Stuart Hall, é uma obra influente nas ciências humanas que aborda questões cruciais relacionadas ao conceito de identidade cultural em um mundo cada vez mais globalizado e marcado por velozes mudanças. Publicado pela primeira vez em 1992, o livro oferece uma análise crítica e profunda das transformações sociais, políticas e culturais que ocorreram no final do século XX e início do XXI. Para Stuart Hall, a identidade cultural não é um conceito fixo e essencialista, mas sim uma construção social e histórica, portanto fluida e em constante transformação. Ele pondera que, na pós-modernidade, a ideia de que a identidade não seja determinada apenas por características biológicas ou essências intrínsecas, argumentando que ela é fortemente influenciada por fatores como raça, classe social, gênero, nacionalidade e experiências históricas. Hall enfatiza a importância do contexto cultural e social na formação da identidade. Ele destaca que a identidade não é algo dado, mas construído através de processos discursivos, e práticas de representação dominantes presentes na sociedade. Ele destaca a existência de múltiplas identidades em um indivíduo, que podem ser contraditórias e fluidas. Também defende a ideia de que a identidade é construída através de processos de negociação dentro das complexas dinâmicas de poder e de dominação existentes em variados contextos sociais. Além disso, Hall discute o impacto da globalização e da mídia na formação das identidades. Ele argumenta que, na era da comunicação global, as pessoas estão expostas a uma variedade de influências culturais e os meios de comunicação desempenham um papel significativo na disseminação de representações e estereótipos culturais que afetam a maneira como as pessoas se veem e são vistas pelos outros, tendo também, a capacidade de construir identidades híbridas e transculturais. No livro, Stuart Hall também aborda temas como o multiculturalismo, a diáspora e a política da diferença. Ele questiona as noções tradicionais de identidade nacional e propõe uma visão mais aberta e pluralista, que reconheça e celebre a diversidade cultural.
- José Saramago
José Saramago, faleceu no dia 18 de junho de 2010 e é um dos mais proeminentes escritores portugueses do século XX. Ele nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga, Ribatejo. Sua infância humilde, residindo na zona rural, marcou profundamente sua visão de mundo e suas obras literárias. Saramago começou sua carreira como jornalista e, posteriormente, dedicou-se à poesia, ficção, ensaio e memorialismo. Sua escrita inovadora, devido ao estilo peculiar, caracterizado por longas frases e ausência de pontuação convencional, conquistou os leitores em todo o mundo e o tornou uma figura importante na literatura contemporânea. A grande relevância de José Saramago reside em sua capacidade de abordar temas profundos e controversos, explorando questões sociais, políticas e filosóficas em suas obras. Saramago foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1998, tornando-se o primeiro escritor de língua portuguesa a receber essa honraria. Seus romances como "Ensaio sobre a Cegueira”, “Jangada de Pedra”, O ano da Morte de Ricardo Reis”, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", “Memorial do convento” são amplamente apreciados e admirados, refletindo sua visão crítica e humanista sobre a condição humana. Através de suas obras, Saramago desafiou o pensamento convencional e deixou um legado duradouro na literatura mundial, a influenciar escritores e leitores ao redor do mundo, servindo como um testemunho duradouro de sua genialidade e fidelidade ao espírito crítico.
- Polêmica da tradução plagiada de A Repúblic
Polêmicas Editoriais. Relendo trechos do livro A República de Platão, lembrei-me da polêmica em torno da tradução do livro pela editora Martin Claret. Lançado em 2003, essa edição traz como tradutor um tal de Pietro Nassetti. Realmente o texto é muito bom, bastante esclarecedor. Porém, todavia, contudo... o texto é uma adaptação com pequenas mudanças da tradução da professora Maria Helena da Rocha Pereira, uma das maiores especialistas portuguesas em Grécia Antiga. O texto é plágio da edição da Fundação Calouste Gulbenkian, fato que foi admitido pelo próprio dono e editor chefe da empresa, o Martin Claret. O tal Pietro Nassetti seria um dos precursores dos fakes da Internet, uma persona intelectual que só existe no mundo virtual e nas fichas catalográficas Sobre tradução da República de Platão, recomenda-se a leitura do texto original da professora Maria Helena, ou a tradução do professor Eleazar Magalhães Teixeira, pelas edições UFC.
- John Romita Sr.
O artista da Marvel Comics John Romita Sr, que ajudou a criar personagens como Wolverine e a namorada do Homem-Aranha, Mary Jane Watson, morreu aos 93 anos. Ele também participou da criação de outros personagens como O Rei do Crime e o Justiceiro. Sua morte foi confirmada na terça-feira por seu filho e, também artista de quadrinhos John Romita Jr, que confirmou que seu pai havia "falecido pacificamente enquanto dormia". "Ele é uma lenda no mundo da arte e seria uma honra seguir seus passos", postou nas redes sociais. Nascido no Brooklyn, em Nova York, Romita se formou na Escola de Arte Industrial de Manhattan em 1947 e serviu no exército antes de começar a trabalhar com quadrinhos. Ele ganhou reputação trabalhando em títulos para empresas que se tornariam Marvel e DC - Timely Comics e National Comics. A partir de 1966, ele trabalhou com o editor-chefe da Marvel, Stan Lee, e na revista The Amazing Spider-Man, substituindo o artista original Steve Ditko, enquanto o ajudava a se tornar o mais vendido da empresa. Seu mandato viu a introdução do interesse amoroso do Homem-Aranha, Mary Jane Watson, e seu adversário, o Justiceiro; assim como o Rei do Crime. No início dos anos 1970, Romita se tornou o diretor de arte da Marvel - contribuindo para o design de personagens, incluindo Wolverine, que apareceu pela primeira vez em uma publicação do Incrível Hulk. Ele também ajudou a criar Luke Cage, um dos primeiros super-heróis negros a aparecer em uma história em quadrinhos da Marvel. Outros personagens duradouros do Homem-Aranha que ele esteve envolvido na criação incluem o vilão Abutre, o mafioso Cabeça de Martelo e o Shocker movido a som, bem como o Duende Macabro, o jornalista Robbie Robertson e o pai de Gwen Stacy, George Stacy. Ele colaborou na arte final de vários títulos clássicos, incluindo A noite que a Gwen Stacy morreu, de 1973; e o casamento de Peter Parker e Mary Jane, em 1987. Um dos maiores artistas dos quadrinhos de todos os tempos, grande responsável pela popularidade do Homem-Aranha até hoje. Texto adaptado de matéria da BBC Londres.











